Provações da vida

Provações da vida

Por que Deus nos faz cair? Nos coloca barreiras e impõe limites?

Por que Deus nos faz cair? Nos coloca barreiras e impõe limites?

Publicada há 2 meses

MINUTINHO

Provações da vida

Por: Hugo Lapa

Deus nos tira o casaco para ver se nós aprendemos a resistir ao frio.

Deus coloca uma estrada longa para ver se aprendemos a caminhar.

Deus nos faz ficar cegos para ver se conseguimos enxergar além das aparências.

Deus nos faz cair para ver se aprendemos a levantar.

Deus nos afasta das pessoas para ver se aprendemos a valorizar o outro.

Deus nos coloca limites para ver se somos capazes de supera-los.

Deus coloca barreiras em nossa frente para ver se somos capazes de transpô-las.

Deus nos faz perder para ver se somos capazes de nos desapegar.

Deus nos joga na escuridão para ver se somos capazes de acender a luz.

Deus nos tira o chão para ver se somos capazes de voar.

Deus nos faz morrer para ver se, finalmente, nós somos capazes de renascer.

Todas as circunstâncias da vida são provações que necessitamos passar.

É como o aluno que faz uma prova…

A prova serve para testar seus conhecimentos,

Mas na vida as provações servem para testar o ser humano e sua fé.

Avaliar, verificar e nos ajudar a viver na plenitude de nossa ética, do nosso caráter, do nosso desprendimento, de nossa fé e do nosso amor.

Quando Deus te tirar o chão, não reclame… Aprenda a voar.

Voe pelos espaços sagrados do despertar espiritual no seio do infinito…

CRÔNICA

Cicatrizes do descontrole

Por: Meu Sonho Não Tem Fim

Naquele dia de sol, Antônio chegou feliz e estacionou o reluzente caminhão em frente à porta de sua casa. Após 20 anos de muita economia e intenso trabalho, sacrificando dias de repouso e lazer, ele conseguiu: comprou um caminhão.  

 Orgulhoso, entrou em casa e chamou a esposa para ver a sua aquisição. A partir de agora, seria seu próprio patrão.

Ao chegar próximo do caminhão, uma cena o deixou descontrolado. Seu filho de apenas seis anos estava martelando alegremente a lataria do caminhão.

Irritado e aos berros, ele investiu contra o pequeno filho. Tomou o martelo das mãos dele e, totalmente fora de controle, martelou as mãozinhas do garoto.

Sem entender o que estava acontecendo, o menino se pôs a chorar de dor, enquanto a mãe interferiu e retirou o pequeno da cena.

Na seqüência, ela trouxe o marido de volta à realidade e juntos levaram o filho ao hospital, para fazer curativos.

O que imaginavam, no entanto, fosse simples, descobriram ser muito grave. As marteladas nas frágeis mãozinhas tinham feito tal estrago que o garoto foi encaminhado para cirurgia imediata.

Passadas várias horas, o cirurgião veio ao encontro dos pais e lhes informou que as dilacerações tinham sido de grande extensão e os dedinhos tiveram que ser amputados.

De resto, falou o médico, a criança era forte e tinha resistido bem ao ato cirúrgico. Os pais poderiam aguardá-lo no quarto, para onde logo mais seria conduzido.

Com um aperto no coração, os pais esperaram que a criança despertasse. Quando, finalmente, abriu os olhos e viu o pai o menino abriu um sorriso e falou:

- Papai, me desculpe, eu só queria consertar o seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo.

O pai, com lágrimas a escorrer pela face, em desconsolo, se aproximou mais e lhe disse que não tinha importância o que ele havia feito. Mesmo porque, a lataria do caminhão nem tinha sido estragada.

O menino insistiu:

- Quer dizer que não está mais bravo comigo?

- Não, mesmo, falou o pai.

- Então, perguntou o garoto, se estou perdoado, quando é que meus dedinhos vão nascer novamente?

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