Crônica: Voltando para casa

Crônica: Voltando para casa

Um soldado, mutilado, e seu triste retorno ao lar

Um soldado, mutilado, e seu triste retorno ao lar

Publicada há 2 meses

MINUTINHO

Em silêncio

Por: Chico Xavier/Emmanuel

Se sabes, atende ao que ignora, sem ofuscá-lo com a tua luz.

Se tens ,ajuda ao necessitado, sem molestá-lo com tua posse.

Se amas, não tiras o objeto amado com exigências.

Se pretendes curar, não humilhes o doente.

Se queres melhorar os outros, não maldigas ninguém.

Se ensinas a caridade, não te trajes de espinhos, para que teu contato não dilaceres os que sofrem.

Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou.

É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens.

Difícil porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade.

É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso.

Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas.

Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito...

Vai e serve.

Não te deem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te consagres aos ruídos da boca.

Faze o bem, em silêncio.

Foge às referências pessoais e aprendamos a cumprir, de coração, a vontade de Deus.


CRÔNICA

Voltando para casa

Por: Autoria desconhecida

Esta história é sobre um soldado que finalmente estava voltando para casa depois de ter lutado numa guerra. Ele ligou para seus pais logo chegou a sua cidade: 

- Mãe, Pai, eu estou voltando para casa, mas, eu tenho um favor a pedir. Eu tenho um amigo que gostaria de trazer comigo.

- Claro! Certamente nós adoraríamos conhecê-lo!

- Mas há algo que vocês precisam saber - continuou o filho.

- Ele foi terrivelmente ferido na luta; pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. Não tem nenhum lugar para ir e, por isso, eu quero que ele venha morar conosco.

- Eu sinto muito em ouvir isso filho, porém, nós talvez possamos encontrar um lugar para ele morar.

- Não, eu quero que ele venha morar conosco.

- Filho, você não sabe o que está pedindo. Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós. Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver. Acho que você deveria voltar para casa e esquecer este rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo, afirmou a mãe.

Neste momento o filho bateu o telefone. Seus pais não ouviram mais nenhuma palavra dele.

Alguns dias depois, eles receberam um telefonema da Polícia.

Um homem havia morrido, depois de ter caído de um prédio. A Polícia acreditava em suicídio. Os pais, angustiados, foram levados para o necrotério a fim de identificar o corpo do filho.

E eles o reconheceram, mas, para o seu desespero, descobriram que o filho deles tinha apenas um braço e uma perna; ou seja, haviam recusado a volta do próprio filho ao lar, em troca da manutenção de comodidades vis. Até hoje o casal implora, aos céus, o perdão de Deus e do filho.

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