Afinal, onde nasceu Jesus?

Afinal, onde nasceu Jesus?

Será que Cristo nasceu na manjedoura em Belém?

Será que Cristo nasceu na manjedoura em Belém?

Publicada há 5 meses

MINUTINHO

Afinal, onde nasceu Jesus?

Por: Vinícius

Perguntemos à Maria Madalena onde e quando nasceu Jesus e ela nos responderá: Jesus nasceu em Betânia... Foi certa vez que sua voz tão cheia de amor e bondade despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então eu nunca imaginei...

Perguntemos a Francisco de Assis, o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus e ele nos responderá: Ele nasceu no dia em que na Praça de Assis entreguei minha bolsa, minhas roupas e até o meu nome para segui-lo pois sabia que somente ele é a fonte inesgotável do amor...

Perguntemos a Pedro: Quando se deu o nascimento de Jesus e ele responderá: Jesus nasceu no pátio do Palácio de Caifás, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu o havia negado... Foi nesse instante que acordou a minha consciência para a verdadeira vida...

Perguntemos a Paulo de Tarso quando se deu o nascimento de Jesus e ele responderá: Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando envolvido por uma intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” e na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando eu lhe disse: “Senhor, que queres que eu faça?”

Perguntemos à Joana de Cusa: Onde e quando nasceu Jesus? E ela nos responderá: Jesus nasceu no dia em que amarrada ao poste do circo de Roma ouviu o povo gritar: “Negue, negue”... E o soldado com a tocha acesa dizendo: “Este teu Cristo lhe ensinou apenas a morrer?”... Foi nesse instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, com toda a certeza e sinceridade dizer: “Não, não me ensinou só isso... Jesus ensinou-me também a amá-lo”...

Perguntemos a Tomé: Onde e quando nasceu Jesus? E ele nos responderá: Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado a testemunhar que a morte não tinha o poder sobre o filho de Deus. Só então compreendi o sentido das palavras: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.

Perguntemos a João Batista onde e quando nasceu Jesus... E ele nos responderá: Jesus nasceu no instante em que chegando ao Rio Jordão pediu-me que o batizasse e ante a meiguice do seu olhar e a majestade de sua figura eu pude ouvir a mensagem do Alto: “Esse é o meu filho muito amado no qual eu coloquei a minha complacência”... Compreendi então que chegara o momento dele crescer e eu diminuir para a glória de Deus Pai...

Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus e ele nos responderá: Jesus nasceu em Betânia na tarde em que me visitou o túmulo e disse: “Lázaro, levanta”... Nesse momento compreendi finalmente quem ele era: A ressurreição e a vida...

Perguntemos a Judas onde e quando nasceu Jesus? E ele nos responderá: Jesus nasceu no instante em que eu assistia o seu julgamento e a sua condenação e compreendi que Jesus estava acima de todos os tesouros terrenos...

Perguntemos finalmente à Maria de Nazaré onde e quando nasceu Jesus... E ela nos responderá: Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas que eram focos de luzes guiando os pastores e as suas ovelhas ao berço de palha... Foi quando o segurei em meus braços pela primeira vez e senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele menino que Deus enviara ao Mundo para ensinar aos homens a lei maior, a lei do amor!

Podemos perguntar a cada um de nós: Quando e onde foi que Jesus nasceu? Foi naquele momento de grande dor? Que nos sentimos tão sozinhos e ao mesmo tempo tão amparados? 

CRÔNICA

O aldeão

Por: Liev Tolstoi

Um aldeão russo, muito devoto, constantemente pedia em suas orações que Jesus viesse visitá-lo em sua humilde choupana.

Na véspera do Natal sonhou que o Senhor iria aparecer-lhe. Teve tanta certeza da visita que, mal acordou, levantou-se imediatamente e começou a pôr a casa em ordem para receber o hóspede tão esperado.

Uma violenta tempestade de granizo e neve acontecia lá fora. E o aldeão continuava com os afazeres domésticos, cuidando também da sopa de repolho, que era o seu prato predileto.

De vez em quando ele observava a estrada, sempre à espera...

Decorrido algum tempo, o aldeão viu que alguém se aproximava caminhando com dificuldade em meio a borrasca de neve. Era um pobre vendedor ambulante, que conduzia às costas um fardo bastante pesado.

Compadecido, saiu de casa e foi ao encontro do vendedor. Levou-o para a choupana, pôs sua roupa a secar ao calor da lareira e repartiu com ele a sopa de repolho. Só o deixou ir embora depois de ver que ele já tinha forças para continuar a jornada.

Olhando de novo através da vidraça, avistou uma mulher na estrada coberta de neve. Foi buscá-la, e abrigou-a na choupana. Fez com que sentasse próximo à lareira, deu-lhe de comer, embrulhou-a em sua própria capa...

A noite começava a cair... Não a deixou partir enquanto não readquiriu forças suficientes para a caminhada. 

E nada de Jesus!

Já quase sem esperanças, o aldeão novamente foi até a janela e examinou a estrada coberta de neve. Distinguiu uma criança e percebeu que ela se encontrava perdida e quase congelada pelo frio...

Saiu mais uma vez, pegou a criança e levou-a para a cabana. Deu-lhe de comer, e não demorou muito para que a visse adormecida ao calor da lareira.

E nada de Jesus!

Cansado e desolado, o aldeão sentou-se e acabou por adormecer junto ao fogo. Mas, de repente, uma luz radiosa, que não provinha da lareira, iluminou tudo!

Diante do pobre aldeão, surgiu risonho o Senhor, envolto em uma túnica branca! 

- Ah! Senhor! Esperei-O o dia todo e não aparecestes, lamentou-se o aldeão...

E Jesus lhe respondeu: 

- Já por três vezes, hoje, visitei tua choupana: O vendedor ambulante que socorrestes, aquecestes e deste de comer... Era Eu! A pobre mulher, a quem deste a capa... Era Eu! E essa criança que salvaste da tempestade, também Era Eu...”

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